FC Porto cai com estrondo em Barcelos (3-1)

FC Porto cai com estrondo em Barcelos (3-1)

Quase dois anos depois da última derrota no campeonato e após 55 jogos sem perder, o FC Porto não conseguiu vencer no estádio Cidade de Barcelos e caiu com estrondo perante dois golos de Cláudio (15 e 45+1), o segundo de grande penalidade, e outro de André Cunha (52).

Num jogo em que os portistas reclamam duas grandes penalidades não assinaladas e um fora de jogo a preceder o segundo golo gilista, o golo de Silvestre Varela (77) foi o melhor momento da equipa de Vítor Pereira, que ficou a um jogo de igualar o recorde de invencibilidade estabelecido pelo Benfica há 34 anos.

A equipa da casa entrou muito personalizada e conseguiu manietar toda manobra ofensiva do FC Porto, que sentiu grandes dificuldades para criar perigo, a exemplo do que já tinha feito há uma semana na Luz. Rigorosos a defender e a explorar o contra-ataque sempre com algum perigo, adiantaram-se no marcador aos 15 minutos, por Cláudio, que de cabeça respondeu da melhor forma a um livre apontado no lado direito por Richard.

O FC Porto não conseguia criar ocasiões e só aos 24 minutos surgiu o seu primeiro remate perigoso, porém Álvaro Pereira atirou muito por cima, pouco antes de Defour ter sido tocado na cara por Daniel na grande área sem que o árbitro Bruno Paixão tenha assinalado qualquer falta, perante os muitos protestos portistas.

E em cima do intervalo conseguiram alargar a vantagem através de uma grande penalidade transformada por Cláudio a castigar um corte com a mão de Otamendi dentro da área. A falta do argentino foi evidente, mas o lance foi precedido de uma fora de jogo não assinalado a Pedro Moreira.

Num dos primeiros lances do segundo tempo, o FC Porto pede novamente grande penalidade sobre Kléber na área gilista (48) e, antes que as mudanças introduzidas pelo técnico portista tivessem resultados práticos (entradas de Danilo e Belluschi) , André Cunha, aos 52 minutos, aproveita uma excelente assistência de Hugo Vieira para fazer o terceiro golo, com um trabalho individual superior sobre Rolando.

A insistência dos campeões nacionais na parte final, acabou por ter sucesso aos 77 minutos, quando Varela reduziu a diferença, num dos melhores lances do FC Porto em todo o jogo, mas o Gil Vicente continuou a controlar o jogo e a preciosa vantagem obtida.

Vitória Gilista por números talvez exagerados e com queixas da arbitragem por parte dos portistas.